Creio ser muito difícil definir a si próprio, organizar seus pensamentos de forma reflexiva a ponto de saber onde errou e tentar mudar, porém nesse texto que fiz tentei me definir, espero que ajude a alguém tanto quanto vem me ajudado sempre que leio e me sinto "perdida".
Espero que gostem! ♥
Desde que me conheço por gente sou fria e calculista, isso não é apenas "coisas que me disseram" até porque ninguém nunca me disse isso.
Sou uma covarde que tem medo de dar a cara à tapa, de se arriscar numa incerteza, então, sempre procurei o meio mais fácil e menos doloroso de conseguir algo, claro que nunca contra a lei dos homens, mas sim contra a lei do coração, do meu coração, já que nunca dei ouvidos a ele.
Sempre calculei na maior das friezas cada passo que eu daria, e onde resultariam esses passos, assim nunca tive surpresas em meu caminho, sabia quase que exatamente tudo que me aguardava, assim traçava planos e metas que estivessem ao alcance de meus cálculos, nem sempre dava certo, aprendi com meus erros a fazer com que cada meta se realizasse de uma maneira mais fácil, indolor, e sem erros, de nada serviu.
O tempo foi abalando o mais profundo do meu ser, as incertezas aumentavam, e nem mesmo o cálculo de cada um dos meus passos servia para algo. Tudo aos poucos perdia o controle.
Sempre pensei: "como fui parar onde estou?", "porque me sinto assim", talvez por nunca ter esperado tantos resultados negativos que eu me sinta pior, ou talvez somente por eu ter me"mimado"o suficiente para não aceitar tantos"não"consecutivos.
Não consigo entender o porquê de tudo que eu fiz não ter dado certo, calculei tanto cada passo para nunca haver erros, talvez tudo tenha dado errado porque simplesmente a vida não é uma ciência exata, da qual podemos ter certeza e tudo, e as pessoas também não são todas iguais, e o destino não pode ser escolhido.
Então, como sei de tudo isso? Talvez de tanto analisar a tudo e todos, eu tenha aprendido a analisar a mim mesma. Mas, por que não consigo aplicar nada do que aprendi comigo mesma? Talvez não seja possível “fabricar” a própria felicidade, ela deve acontecer por si mesma, não deve ser forçada nunca.
Justamente por forçar e esconder sentimentos, muita coisa fugiu do controle. Quantas vezes já não fingi algum sentimento justamente desviando o meu verdadeiro sentimento? Sei que foram muitas vezes.. E todas essas vezes os resultados não foram nada bom, e em vez de proteger meu coração, como era o objetivo, o matava mais a cada mentira contada, a cada coisa que me forçava a acreditar.
Mas ainda me resta a pergunta: "Porque agora me sinto tão morta?", talvez, por ter perdido a direção do meu “barco” há muito tempo, não sei mais qual será meu destino, não sei mais qual será o próximo passo a pisar, nem se o solo qual pisarei será firme, nem para onde tudo isso me levará, mas entre esses medos e incertezas, continuo tentando.

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